quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Pseudo Democracia

O país que se orgulha de estar entre as dez maiores economias do mundo, é uma das raras democracias em que os meios de comunicação agem sem limites, atuando apenas segundo os interesses de quem os controla. As vozes dissonantes ainda são sufocadas. Dessa forma, a democracia deixa de funcionar plenamente por não contar com um de seus principais instrumentos: a ampla circulação de ideias. Para enfrentar o problema é necessária uma regulação da mídia, capaz de ampliar o número de pessoas que têm o privilégio de falar com a sociedade.

De forma alguma trata-se de impor qualquer tipo de censura aos meios de comunicação como seus controladores insistem em dizer. Ao contrário, a regulação tem como objetivo romper com a censura que eles praticam quando escondem ou deturpam fatos como lhes interessam. O uso da palavra censura, pelos que se opõem à regulação, interdita o debate em torno do tema. Trata-se de uma palavra de fácil compreensão que carrega uma carga negativa muito grande, contrapondo-se a argumentos mais complexos, mas necessários ao entendimento do que é regulação da mídia.

Estamos hoje numa sociedade capitalista onde impera a livre concorrência comercial e o direito à liberdade de expressão e opinião. As empresas concorrem entre si em busca de consumidores, cabendo ao Estado impedir apenas que controlem artificialmente o mercado tornando-se monopolistas ou oligopolistas. Quando isso ocorre, elas ganham um poder capaz de impor preços aos seus produtos, acabando com a livre concorrência e prejudicando os consumidores.

Essa regra vale para os supermercados e deveria valer também para as empresas de comunicação. Nesse caso, por trabalharem com a oferta de ideias e valores, o monopólio ou o oligopólio já são proibidos pela Constituição com o objetivo de garantir a liberdade de expressão de toda a sociedade e não apenas daqueles que controlam os meios.

Na prática, no entanto, o que vemos é o Estado evitando o monopólio na produção e venda de pastas de dentes ou de chocolates, por exemplo, mas permitindo que ele exista no setor de jornais, revistas, emissoras de rádio, de TV e internet. A regulação econômica da mídia é a forma de impedir a existência de monopólios também na área da comunicação.

No entanto, a regulação pode e deve ir além dos limites econômicos. Deve haver regras para garantir o equilíbrio informativo, o respeito à privacidade e à honra das pessoas. É importante que sejam assegurados espaços no rádio e na TV aos movimentos sociais, à promoção da cultura nacional, à regionalização da produção artística e cultural. E que seja garantida a proteção de crianças e adolescentes diante de programas e programações inadequadas à sua formação e agressivas  à sua dignidade.

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Liberdade de expressão ou liberdade de opressão?

Era uma vez uma época que você ia na biblioteca, pegava uma Barsa e fazia seu trabalho escolar sobre a Primeira Guerra Mundial. Nesta mesma época, você mandava cartas para a sua tia pelo correio e telefonava para seus amigos combinar o futebol no clube sexta-feira à tarde. Hoje, se você digitar no Google “Primeira Guerra Mundial”, ele retorna pra você aproximadamente 3.590.000 resultados, sua tia tem e-mail e te manda gifs animados piscantes irritantes e seus amigos fizeram um evento no facebook para combinarem de jogar Winning Eleven pela Live do Xbox 360.

Nesta época em que as comunicações se dão de maneira rápida, e você pode acessar quase qualquer assunto com uma pesquisa rápida na internet, as pessoas conseguem expressar suas opiniões para um público cada vez mais abrangente. Websites, Blogs, Facebook, Twitter, dentre outras tantas ferramentas, levam o que você pensa de algum assunto aos olhos de pessoas que vão desde família e melhores amigos até apenas conhecidos (ou mesmo desconhecidos).
Considero este um fenômeno espetacular. Duvido que eu tivesse uma visão crítica sobre o acontecimento em Pinheirinho, ou meramente soubesse do movimento “Occupy” se não fosse por tais estratégias (afinal, uma visão crítica de ambos não é algo que o Jornal Nacional ou a Veja expressariam, não é?). Entretanto, continuarei o texto de uma maneira controversa e que provavelmente desagradará muitas pessoas. Se eu pudesse pedir algo, seria um pouco de senso crítico sobre as nossas atitudes, e não uma crítica impensada ao texto. Enfim, retornando ao meu ponto principal: ao que parece, as pessoas estão confundindo liberdade de expressão com liberdade de opressão.

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Como você usa a sua liberdade?

A questão não é o que você gosta, o que você acredita, o que você defende. É como você usa a presença de uma tela e um teclado para fazer isso de maneira ofensiva. Dificilmente num debate frente à frente as pessoas usam argumentos que visam ofender ou ridicularizar uma à outra. Não importa se são amigos ou conhecidos, em uma discussão você geralmente é polido, educado e apresenta uma cadência de explicações para seu ponto de vista. Na internet reconheço comumente a apresentação da tal cadência de explicações, entretanto, quando há uma opinião divergente, a recorrência ao “eu faço/falo/escrevo o que eu quiser, e se você não gosta o problema é seu” é surpreendentemente corriqueira, em geral substituindo a polidez e educação.
Eu absolutamente discordo com a censura nos meios de comunicação. E apoio totalmente a liberdade de se expressar quaisquer pontos de vista. Creio que todos que queiram devam ter um fórum de discussão para seus assuntos de interesse, e que ninguém deva ser impedido de falar que deveriam ser permitidos equipamentos com auto-falante nos transportes públicos, por mais que eu ache um absurdo ter que ouvir technobrega quando pego um ônibus. Entretanto, as comunicações virtuais não deveriam perder o caráter respeitoso que as comunicações pessoais se prezam tanto a ter. Frente à frente com uma pessoa você falaria algo como “eu falo o que quiser e ,se não quiser ouvir, deixe de ser meu amigo”? Ou “acho ridículo você ter uma opinião diferente da minha sobre este assunto”?

Não só para o caso dos blogs de divulgação, como o Thiago disse muito bem no seu texto, mas creio que toda a informação divulgada sofre o processo de auto-validação. Seja esta por meio de referências ao seu artigo, acessos num post, “curtidas” no facebook ou tapinhas nas costas, as pessoas buscam um reconhecimento (e principalmente, concordância) do seu ponto de vista. No entanto, para obter a validação requerida, o ponto de vista gerado deve atingir o maior número de pessoas possível, e de preferência, pessoas com pontos de vista divergentes do seu. Certo?

Tem certeza que você concorda?

Vai, te dou mais dez segundos para você refletir se realmente concorda comigo.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Debates ou concordância: o que você procura?

Um texto espetacular do David McRaney mostra que você pode dizer que gosta de ouvir pessoas com pontos de vista diferentes do seu mas, na verdade, você só procura a aceitação dos seus argumentos, nunca a refutação ou contra-argumentação. E pior de tudo: quando suas crenças mais profundas são desafiadas, você as defende mais ferrenhamente e ouve menos seu debatedor. É o que o autor chama de “backfire effect”: assim como você constrói um escudo a partir de toda a informação que confirme suas idéias, você também acaba ficando cego a contra-argumentos. O “backfire effect” te faz menos cético às coisas que te permitem continuar a ter sua atual visão de mundo como boa, ética, verdadeira. (aliás, já disse que esse texto é espetacular? Já, não é? Pois digo novamente. Clique no hiperlink e vá lê-lo depois).

Com tudo que expus acima, fica fácil de entender o comportamento das pessoas em geral na internet. Há um tópico de discussão genérico em algum lugar da internet. Suponhamos que é sobre o ensino ou não da “teoria da evolução de Darwin pela seleção natural” nas aulas de biologia. A pessoa que postou é contra o ensino, porque acha que a teoria da evolução é balela. Você vai lá e argumenta como é uma teoria unificadora na Biologia, central para o entendimento da distribuição e adaptações dos organismos e etc. Em 90% dos casos, o que acontece? A pessoa reconhece que estava errada, que você tinha razão, e resolve fazer Biologia para entender mais sobre este conceito tão fundamental? Provavelmente não. Provavelmente ela vai criticar suas fontes, ridicularizar sua formação e, por fim, usar o tipo mais comum de argumento nesse tipo de situação: o argumento ad hominem.

O argumento ad hominem é uma falácia ocorrida quando alguém ataca o autor de uma proposição, ao invés do seu conteúdo. É um argumento sem base lógica, apelativo, no qual quem o usa pretende ridicularizar o autor a ponto de descreditá-lo. É na discussão acima citada usar um “você acha que é necessário ensinar esta teoria da evolução porque você é biólogo, e na sua faculdade eles ficam contando essas historinhas absurdas de como os seres vivos surgiram”

(E eu sei, meu exemplo foi meio absurdo, mas conheço várias pessoas que acham que a teoria darwiniana não deva ser ensinada, ou não deva ser a “única”. Acreditem se quiserem.)

Como numa receita de bolo, podemos pegar nossa tendência a refutar argumentos que vão contra nossa visão habitual de mundo, acrescentar uma dose do tão recorrente argumento ad hominem e, por fim, cobrir com a possibilidade de não ter que encarar seu interlocutor frente à frente, não precisando lidar com a inconveniência de um olhar ofendido ou desapontado. O que temos (sem precisar de muito tempo no “forno”) é a maioria das discussões por meios virtuais.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Gentileza gera gentileza

Nas conversas pessoais, geralmente observo cautela para não se insultar o ouvinte. Você pode ser ateu, mas dificilmente ridicularizará sua avó acreditar em deus por ela rezar antes das refeições. Você pode ser esquerdista, mas dificilmente falará para alguém que você conhece superficialmente que as políticas dos partidos de direita são elitistas e só um idiota não perceberia. Você pode concordar com a ocupação da PM na USP, mas dificilmente chamará de “maconheiro sem-vergonha” o seu colega de sala que discorda da sua opinião. Você pode se preocupar com o excesso de lixo produzido pelo ser humano, mas dificilmente parará a pessoa no caixa ao seu lado no supermercado e aplicará um sermão hostil sobre quantas sacolinhas plásticas ela está levando para casa. Você pode não concordar com o uso de pele de animais na confecção de roupas, devido ao sofrimento que eles podem sofrer no processo da obtenção da matéria prima, mas dificilmente discursará para cada pessoa com uma bota de couro que vê na rua sobre como o couro é produzido.

(Para esclarecer, os exemplos acima são hipotéticos e podem não expressar minha opinião direta sobre quaisquer dos temas).

Entretanto, vejo atitudes diferentes quando o meio de comunicação ou expressão pessoal é a internet. Cada vez mais vejo imagens ofensivas, textos rasos e extremistas, xingamentos generalizados a quem toma certo partido em determinado tema, dentre outros. Todos têm em comum o escudo do “eu posso me expressar como eu quiser” como se isso os isentasse de quaisquer mágoas que pudessem gerar. Não isenta. É tão importante gritar sua opinião de maneira ofensiva quando você pode ser gentil? Ainda mais se levarmos em consideração que a gentileza geralmente deixa as pessoas mais propensas a ouvir o que você tem a dizer e mesmo propagar sua ação?

domingo, 12 de abril de 2015

Mais amor, por favor?

Há diversos textos sobre como as pessoas se distanciam dos relacionamentos pessoais utilizando um local físico por poderem ter um local virtual para tais relacionamentos, no conforto do seu pijama, em casa, sem se apertar numa roupa desconfortável para ficar mais apresentável. Mas creio que outro problema que está surgindo neste distanciamento físico é o concomitante aparecimento de um distanciamento emocional, propiciado pela ausência das conversas em tempo real, usando como máscara um teclado com o qual você pode escrever o que quiser, sem se preocupar em ter que lidar com o olhar da contraparte, avaliando e respondendo de pronto o que você diz. Se decepcionando e magoando. Se enfurecendo e ofendendo. Refletindo e questionando. O monitor à sua frente pode diluir a preocupação em ser gentil, em se fazer entender, em se preocupar se a pessoa vai levar em consideração o que você diz. O computador pode tornar sua liberdade de expressão em liberdade de opressão, de ofensão, de insultação. E você é livre para oprimir, ofender e insultar. A questão é: você deve fazê-lo apenas porque pode? E do que sua opressão vai adiantar, além de levar seu ponto de vista a pessoas que já concordam contigo, ao invés de levar um público diferente a refletir suas atitudes?

domingo, 8 de março de 2015

Liberdade sem oprimir

O papa Francisco, ao falar sobre os ataques letais de militantes islâmicos em Paris na semana passada, defendeu a liberdade de expressão, mas disse ser errado provocar os outros insultando sua religião e que se pode “esperar” uma reação a esse tipo de abuso.

“Você não pode provocar, você não pode insultar a fé dos outros, você não pode zombar da fé”, disse ele a jornalistas nesta quinta-feira, a bordo de um avião que o levava do Sri Lanka para as Filipinas, no início da segunda etapa de sua turnê asiática.

O papa, que condenou os ataques em Paris, foi questionado sobre a relação entre liberdade de religião e liberdade de expressão.

“Eu acho que a liberdade religiosa e liberdade de expressão são ambos direitos humanos fundamentais”, disse ele, acrescentando que estava falando especificamente sobre os assassinatos de Paris.

“Todo mundo tem não só a liberdade e o direito, mas a obrigação de dizer o que pensa para o bem comum … nós temos o direito de ter essa liberdade abertamente, sem ofender”, disse.

Para ilustrar seu ponto de vista, ele se virou para um assessor e disse: “É verdade que você não deve reagir violentamente, mas apesar de sermos bons amigos, se ele diz um palavrão contra minha mãe, ele pode esperar um soco, é normal”, disse.

“Você não pode fazer das religiões dos outros um brinquedo”, acrescentou. “Essas pessoas provocam e, em seguida, (algo pode acontecer). Liberdade de expressão tem limites.”

Dezessete pessoas, incluindo jornalistas e policiais, foram mortas em três dias de violência iniciada com um ataque a tiros ao semanário humorístico Charlie Hebdo, conhecido por seus ataques satíricos ao islamismo e outras religiões.

Referindo-se a guerras religiosas do passado, como as Cruzadas, sancionadas pela Igreja Católica contra o Islã, o papa disse: “Vamos considerar nossa própria história. Quantas guerras de religião tivemos? Mesmo que fôssemos pecadores, mas você não pode matar em nome de Deus. Isso é uma aberração.”

Perguntaram também ao papa se ele se sentia vulnerável a uma tentativa de assassinato ou a um ataque de extremistas islâmicos.

No início desta semana, o Vaticano negou reportagens de jornais italianos dizendo que os Estados Unidos e as autoridades de inteligência israelenses informaram o Vaticano de que poderia haver um ataque iminente de militantes islâmicos contra o papa.

Francisco disse que estava mais preocupado com que outros – em vez de si mesmo – sejam feridos em um eventual ataque e que se sente confiante quanto às medidas de segurança no Vaticano e durante suas viagens.

“Estou nas mãos de Deus”, disse, brincando sobre ter pedido a Deus para poupá-lo de uma morte dolorosa.

“Estou com medo? Você sabe que eu tenho um defeito, uma boa dose de descuido. Se alguma coisa acontecer comigo, eu disse ao Senhor, peço apenas que me dê a graça de não sentir dor, porque eu não sou corajoso quando confrontado com a dor. Eu sou muito medroso”, disse

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Mensalão - Mais um pedaço de Pizza?

Por onde tenho passado nas últimas semanas, todo mundo me pergunta o que vai dar o processo do mensalão, que começa a ser julgado às duas horas da tarde da próxima quinta (2) e não tem um prazo certo para terminar.

As pessoas ainda acham que os jornalistas sabem mais do que os outros, temos informações que os outros não têm. Às vezes, isso pode até acontecer, mas não é o caso deste processo.

Depois de ler todas as "reportagens especiais" publicadas pelos jornais e portais durante a semana, e as matérias de capa das revistas, rememorando nos mínimos detalhes o caso de sete anos atrás, informações a que todo mundo tem acesso, com centenas de entrevistas de réus, advogados, juristas e especialistas em geral, chego ao domingo sem ter a menor ideia do que pode acontecer.

Em quase todos os textos, notei que há mais torcida do que análise, discutindo se a decisão deve ser política ou técnica, como se o Direito fosse uma ciência exata e houvesse uma só receita para todos os diagnósticos apresentados nas mais de 50 mil páginas do processo.

A esta altura do campeonato, acredito que ninguém sabe o que se passa pela cabeça dos 11 juízes do Supremo Tribunal Federal que vão decidir o destino dos 38 réus do processo. Talvez nem eles próprios tenham definido ainda o seu voto _ ou não haveria necessidade de um julgamento em que todos ouvirão os argumentos da acusação e da defesa.

Só o procurador-geral Roberto Gurgel, os comentaristas e editorialistas da chamada grande imprensa já deram um veredicto: todos os réus devem ser condenados e mandados para a cadeia. Caso contrário, estará ameaçado o futuro da democracia, a credibilidade do Judiciário e a família brasileira, colocando em risco o bem estar dos nossos filhos e netos.

O cenário montado na mídia é o de um País que está entrando em guerra, na base do agora vamos para o tudo ou nada, e só a condenação geral nos salvará. Pelo menos é isto que transparece não só nas opiniões dos porta-vozes da grande imprensa, mas principalmente nas cartas dos leitores publicadas nos últimos dias, cada vez mais belicosas e ameaçadoras, refletindo um clima de pressão extrema sobre os ministros do STF.

Na verdade, ninguém é isento, nem eu, para analisar este Fla-Flu jurídico e político que poderá ter forte influência nesta e nas próximas eleições. Como está informado no meu perfil no alto deste blog, trabalhei no governo Lula como Secretário de Imprensa e não é segredo para ninguém que sou amigo pessoal do ex-presidente e de muitos dos denunciados neste processo.

Como não li os autos, não teria condições de responder ao título deste post, mas tenho a ligeira impressão que, honestamente, ninguém sabe dizer o que vai acontecer. Pode dar Fla e pode dar Flu, e como o campeonato não pode acabar em empate, só me arrisco a prever que o resultado será bastante apertado.

Com a palavra, os caros leitores do Blog. Alguém sabe o que vai dar?

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

A corrupção no Brasil e a educação.

As notícias sobre corrupção no Brasil são diárias e atingem todas as camadas de população e em todos os setores de economia, onde há pessoas e valores sempre tem um pronto para desviar ou se apropriar do que não lhe pertence. A crônica abaixo foi escrita por Martha Medeiros e publicada no jornal Zero Hora e trata de assunto, suas ideias são semelhantes ao que penso sobre esse assunto.

Todos que sonham com um Brasil mais íntegro e desenvolvido batem na mesma tecla, a de que devemos investir maciçamente em educação. Bato nessa tecla também, mas às vezes meu desânimo faz com que não acredite nem nisso. Ao ver a matéria que foi ao ar no último Fantástico sobre médicos e dentistas que embolsam salários sem comparecer aos plantões, deixando centenas de pessoas doentes sem atendimento, pensei: isso lá é problema de falta de educação? São profissionais que fizeram faculdade, tiveram formação acadêmica. Não passaram a infância soltos pelas ruas. E, mesmo assim, não possuem o menor senso de compromisso e ética. São tão corruptos quanto os políticos que eles xingam em mesas de bar, pensando que são diferentes.

Aí lembro daquela piada que diz que Deus criou o Brasil com uma natureza exuberante, um clima espetacular, um solo fértil, uma abundância de rios, sem risco de terremotos, “mas espera pra ver o povinho que vai ser colocado ali”.

Jamais deixaria de cumprir minhas obrigações, ainda mais se trabalhasse numa área tão essencial quanto a saúde pública, mas não adianta apontar o dedo para os outros e se excluir do problema. O povinho somos todos nós. Uns sem nenhum caráter, outros com algum caráter (mas fazendo suas picaretagens habituais) e outros com um caráter muito bom, porém molham a mão do policial para evitar uma multa e bebem antes de dirigir, ninguém é perfeito.

Generalizando, somos um povinho essencialmente egoísta. Pensamos apenas no nosso próprio bem-estar. E ainda por cima vulgares, loucos por dinheiro, todos emergentes querendo mais, mais, mais. O governo rouba de nós através de impostos que não são revertidos em benefícios sociais e a gente desconta passando a perna em quem estiver por perto. Se alguém encontra uma carteira de dinheiro e devolve para o dono, vai parar na primeira página do jornal como se fosse um peixe com braços, uma anomalia.

Seguimos morrendo no trânsito, a despeito das campanhas de conscientização, pois somos arrogantes, achamos que nada pode dar errado conosco, e se der, a culpa será sempre do outro. Obediência, respeito, espírito coletivo, nada disso pegou no Brasil. Nem vai pegar. A miséria pode diminuir, o poder aquisitivo aumentar, haver mais emprego, mais crianças na escola, tudo ótimo, mas não soluciona a raiz dos nossos problemas: a índole. Algo que se depura em casa, na infância, no ambiente familiar, mas quem vai regulamentar isso, como controlar as regras internas, quem vai determinar o que é legal e ilegal entre quatro paredes?
Cada lar é um país. Somos milhões de presidentes. Está tudo em nossas mãos. Um poder transformador, se soubéssemos fazer a coisa direito.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

A Fila

Impressionante a nossa fissura por fila. Mas quem inventou a fila? Onde nasceu a fila? Será que foram os elefantes indianos que inventaram e por isso chamamos de fila indiana? Mas antes disso os dinossauros não se dispunham em fila pra caminhar em bando?

Dúvidas à parte, a verdade é que as grandes difusoras dessa forma de organizar-se, conhecida como fila indiana, no mundo são as formigas. Depois que as formigas, criaturinhas no mínimo antenadas, perceberam que tudo fica mais fácil em fila o mundo não foi mais o mesmo.

A fila é a prova de que quem vai chegando vai ficando atrás, menino educado é assim que faz, a gente sabe disso desde pequeno. A fila é a prova de que somos sempre o primeiro, o décimo, o qüinquagésimo em alguma coisa. A fila é a maneira de dizermos aos atrasadinhos o nosso sinto muito, é a forma de não nos atropelarmos ao entrar no ônibus. A fila está presente em toda a vida humana, mas na vida do pobre a fila é um carma, um estigma e às vezes até um vício. Somos loucos por uma filinha!

            A nossa mania começa quando somos ainda espermatozóides, quando corremos em uma fila onde o primeiro não é necessariamente o vencedor. Quando esse sufoco passa, quem entra na fila é a nossa mãe, umas das filas mais temidas do Brasil, a fila do SUS. A nossa próxima grande fila é a de irmãos, uma escadinha de pelo menos cinco. Depois disso é fila pra se matricular na escola, é fila pra namorar o garoto mais popular da turma, fila pra lanchar, fila no banco, no supermercado, no hospital, pra arranjar um bico, pra receber dinheiro, pra ser admitido, pra ser demitido, pra receber seguro desemprego, pra se aposentar, pra mais uma vez ir ao hospital, pra morrer e pra ser enterrado.

            Ô porre de tanta fila!

Mas como poderia ser diferente a nossa vida de habitantes do terceiro planeta de uma fila de nove?

            Um dia eu vi uma grande fila no centro da cidade, perguntei ao último da fila do que se tratava e ele disse:

- Eu não sei não! Eu tava passando e vi esse povo na fila, aí eu entrei também, né moça?

Fui fazendo a mesma pergunta aos outros, e as respostas eram as mesmas. Fiquei invocada e perguntei ao primeiro da fila:

- Vem cá moço, o que é que o senhor tá fazendo aí parado? É fila pra quê?

- Eu não sei minha fia, eu machuquei meu pé, parei aqui, e esse povo doido parou aí atrás de mim.

Sabe o que eu fiz? Entrei na fila, por via das dúvidas!

É claro que isso é mentira minha. O que vale é a minha intenção de mostrar a nossa obsessão por fila.

            E já que estamos falando em fila… Por obséquio, quem é o próximo?

segunda-feira, 9 de junho de 2014

O Ponto

Dia chuvoso às 06:30 da manhã, uma grande vontade de retornar para casa, ah como eu não queria ir para esse ponto de ônibus! Parece que hoje está mais cheio do que os outros dias. Ao redor pessoas suando e de cara feia de tanto esperar pelo maldito ônibus. Os carros passam em alta velocidade e nos encharcam de lama, parece pirraça e não demora muito para alguém gritar: Filho da mãe! Pronto, era só o que me faltava além de ter que mofar no maldito ponto, vou ter de mofar suja de lama! É verdade, esperar ônibus é um martírio em dia de chuva, então é um pesadelo! Mas pra quem importa o pobre esperar horas por um ônibus para trabalhar, já que a frota é tão significativa, não é mesmo?

            E o ponto continua enchendo, um aperto danado, todos disputando a parte coberta para não tomar muita chuva, ao lado duas senhoras reclamando o tempo todo, lamentando o motivo da chuva, justamente no dia em que resolveram ir à missa rezar pelos pecadores do mundo. E eu me perguntava: o que fiz para merecer isso? Então resolvi pensar em algo positivo fazer de conta que está fazendo sol. Logo me arrependi porque estaria ali torrando no sol. É, só resta esperar mesmo. Lá vem um ônibus, tem que ser o meu! Não era. As pessoas saem correndo para pegá-lo sempre lotado, pouco importa! O hábito de ir encurralado e se segurando na porta já virou referência, no sistema coletivo tão eficaz, segundo as autoridades.

              Continuava a esperar, em dia de sol já é horrível, em dia de chuva só piora. O jeito é tentar pelo menos sentar. Afinal, antes esperar sentado do que em pé, logo me certifico que é missão impossível. Só existem seis lugares para um aglomerado de pessoas a espera de um meio de locomoção e a preferência, claro, é dos idosos. Mas pra que eles têm que sair tão cedo? Ignorância minha, eles sofrem mais do que eu. Além de não terem nenhum conforto no ponto, às vezes não conseguem nem correr atrás do “buzu”, que quase sempre pára fora do ponto. Continuo em pé, roupa molhada, logo chega o meu ônibus, chego a esboçar um sorriso. Está tão lotado, mas não tem jeito, é ele mesmo que vou pegar, eu e umas dez pessoas.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Um país que nunca quisemos

 Vou trasncrever aqui uma matéria que gostei muito... do João Cândido da Silva Neto



“O Brasil não é um país sério”, disse certa vez o General Charles De Gaulle, na época presidente da França. Quando examinamos os fatos recentes da nossa política, parece-nos que esta afirmação nunca chegou a, verdadeiramente, incomodar as autoridades brasileiras e, é claro, o povo brasileiro, por sua simplicidade e ignorância não merecia esta afronta.

Mas nós - o povão - quase nunca tomamos conhecimento dos assuntos políticos que circulam nos bastidores ou são debatidos nos meios diplomáticos. Examinemos, porém, alguns episódios recentes.

A gigantesca hidrelétrica de Itaipu é resultado de um consórcio entre Brasil e Paraguai, construída na fronteira entre os dois países. Pelo acordo a energia produzida é dividida entre as duas nações; e o Brasil compra do Paraguai a parte de energia que aquele país não consome. Mas o Brasil paga pela aquisição apenas um terço do preço de mercado e o governo paraguaio se ressente, julgando-se prejudicado pelo acordo.

No caso do gás boliviano o processo é semelhante: o Brasil paga apenas um quarto do preço internacional por metro cúbico do produto. Tudo o que deseja o presidente boliviano Evo Moralez é que o nosso país pague um preço mais justo, o que é compreensível, afinal Bolívia e Paraguai são países pobres, com poucas possibilidades de desenvolvimento econômico, mas são explorados pela nação que é a maior Economia da América do Sul e uma das maiores do mundo (apesar da miséria em que vive a maior parte da nossa população). E essa vergonhosa exploração é praticada em nome do povo brasileiro - em meu nome, no seu, em nome de todos nós. As autoridades paraguaias nunca perdem uma oportunidade de lembrar ao Brasil uma velha dívida que contraímos com aquele país. Recordemos, pois.

O povo paraguaio ainda sente sangrar a ferida causada pelo genocídio que foi a guerra empreendida por Brasil, Uruguai e Argentina (1865 a 1870) contra o ditador Francisco Solano Lopes, que governava aquele país e tinha pretensões imperialistas. No início da guerra a população paraguaia era estimada em um milhão e quinhentos mil habitantes, e no final estava reduzida a menos da metade. Historiadores paraguaios reconhecem a grandeza do nosso ilustre Duque de Caxias, mas odeiam o Conde D´EU, marido da princesa Isabel, que comandou a entrada das tropas brasileiras em Assunção, a capital paraguaia. É que o ditador Solano Lopes, sabendo-se derrotado, tinha abandonado a frente de luta e partido para o interior; e a capital estava na ocasião defendida apenas por crianças e meninos que foram massacrados pelas forças invasoras, sob comando do Conde D´EU.

Esses fatos históricos a Educação Brasileira não transmite aos nossos filhos. A cidadania ainda engatinha...

Por João Cândido da Silva Neto
Colunista Brasil Escola

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Quem diria, até que enfim...

A Organização Mundial da Saúde (OMS) incluiu a espiritualidade nos aspectos que devem ser levados em conta na avaliação da qualidade de vida para pessoas de todas as idades

Déa Januzzi
“Meu avô torto, médico, pesquisador competente, de especial sensibilidade musical, no dia em que completou 84 anos – já deprimido pela morte da esposa, disse-me, ao cumprimentá-lo: “Espero que você não chegue aos 80!”. Isso tem 25 anos. Nunca me esqueci. Ele sentiu o peso do preconceito e da solidão. Vivamente me lembro de suas palavras a cada comentário maldoso em relação aos velhos que escuto, principalmente aos muito velhos. O peso do preconceito é grande. E quem tem menos de 80 anos tem a responsabilidade de tentar ao menos rever seus valores com relação à velhice. Só assim, acredito, poderemos colaborar para a mudança de paradigmas sociais, históricos e culturais.
Ainda na família, muitos anos depois do fato relatado acima, minha mãe desenvolveu a doença de Alzheimer e morreu há dois, aos 79, depois de 10 anos de muito sofrimento. Acredito ser dispensável falar do meu interesse em compreender a velhice e tentar não somente estudá-la e pesquisá-la, mas, principalmente, percebê-la e senti-la. Foi o que tentei fazer por minha mãe inúmeras vezes, quando ela não mais podia: sentia frio por ela, calor, fome e tudo o mais possível por ela. Penso que apenas quando nos abrimos para a percepção e para o sentimento do outro é que podemos começar a elaborar alguma ação transformadora para colaborar em seu benefício.
A velhice, até muito pouco tempo, era tida como algo humilhante e vergonhoso, um tabu que se tentava não falar, nem comentar. A escritora Simone de Beauvoir comenta em seu livro A velhice, escrito em 1970, que quando dizia que estava desenvolvendo um ensaio sobre a velhice quase sempre as pessoas exclamavam: ‘Que ideia! Mas você não é velha!. Que tema triste…’” Ela diz em seguida: “Aí está justamente por que escrevo: para quebrar a conspiração do silêncio”.
Esse é o texto de introdução da dissertação de mestrado em ciências da religião da PUC Minas de Anna Cristina Pegoraro de Freitas, de 54 anos, sobre Espiritualidade e sentido de vida na velhice tardia . Em quase 200 páginas, ela mostra o sentido de espiritualidade adotado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). “Espiritualidade é o conjunto de todas as emoções e convicções de natureza não material que pressupõem que há mais no viver do que pode ser percebido ou plenamente compreendido, remetendo o indivíduo a questões como o significado e o sentido da vida, não necessariamente a partir de uma crença ou prática religiosa. Reconhecendo sua importânica para a qualidade de vida, a OMS incluiu a espiritualidade no âmbito dos domínios que devem ser levados em conta na avaliação e promoção de saúde em todas as idades”, diz.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Vai começar a festa...

Olá caros,
É ano de eleições no Brasil e já vem toda a carga de stresse a que todos nós somos submetidos sob tortura obrigatória em nossas já tão tumultuadas vidas.

Sinceramente, eleição política era pra ser matéria de estudo de psicologia, não tem quem aguente mais tanta baboseira, mentira, corrupção e toda essa sugeira ligada a esse mundo dos políticos.

O pior é que enchem a boca para dizer que somos uma democracia e nos obrigam a participar da porcaria desse processo eleitoral.

Sei que vão pensar..."mas temos que votar para mudar e ficalizar...e blablabla alabkabalabkakskaksk..".. baboseira pura, e meu direito de me isentar disso tudo, onde fica?, não tenho o direito de não gostar de porcaria de política, não tenho o direito de ter verdadeiro asco por essa quadrilha que se instalou no poder para roubar o pão de cada dia de inocentes?

Nem entro em debatees políticos, tenho mais o que não fazer...prefiro ler um livro, orar, ver pegadinhas na internet, qualquer coisa que me tire desse mundo hipócrita e vendido...tô fora.

domingo, 14 de abril de 2013

Palmada só mata mosquito

Sou de uma família tradicional e paternal constituída na época de 14 filhos entre irmãos e irmãs, fui criada com rigor, mas ser criado com educação e rigor hoje é temerário, virou caso de polícia uma mãe ou um pai dar uma palmada em um filho, gente... O que está acontecendo com este país?... lembro que em minha casa na minha infância meu pai ao perceber que um dos 14 filhos fez besteira mandava que todos pegassem a palmatória e todos levavam palmadas, aí perguntam, mas que horror!, até os inocentes apanhavam?, Era assim mesmo, meu pai explicava pacientemente para todos antes de dar as palmadas, “Olha todos vão apanhar para não rir nem ridicularizar seu irmão, além de que todos são responsáveis uns pelos outros, todos devem tomar conta de todos e cuidar para que seu irmão não se meta em coisas erradas”.

Confesso que era dureza, mas vejam só, nenhum deu pra vagabundo, nenhum precisou experimentar drogas para ver que não presta, todos cresceram como pessoas de bem, homens e mulheres respeitados e de família, além de muito trabalhadores.

Tirando é claro os exageros, nunca ouvi dizer que palmada e responsabilidade fizessem mal para um filho, agora deixar esses jovens de hoje desde crianças serem criados feitos “bichos soltos no mato” e esperar que sejam pessoas de bem é querer demais, estamos sendo impedidos de criar nossos filhos como gente, de educar, temos que ser sensatos, só quem tem filho sabe, nem sempre se dá a sorte de ter um “anjinho” dentro de casa, muitas vezes as más influências e a rua os transformam em crianças mal educadas, que falam palavrões e fazem pais passarem verdadeiros vexames em público, batem nas pessoas e berram ao não terem tudo que desejam, e nem ao menos uma palmada um pai ou uma mãe pode dar?, hhhhaaa...tenha paciência.

Lei da Palmada, afff...vão catar coquinho, e não tem nenhuma lei que proíba o sofrimento de milhares de clianças passando fome, frio, privações, consumindo drogas, se prostituindo, assaltando, matando e morrrendo em nossas ruas??...Não dá pra entender, nem que eu viva 300 anos não compreenderia esse tipo de absurdo, conversa pra boi durmir e leis eleitoreiras.

Caldo de galinha, educação e palmada nunca fez mal a ninguém, e não me venham com essa estória de que devemos conversar sempre e bla bla bla, só quem já teve uma criança se esgoelando aos berros numa lanchonete porque não pode pode tomar de assalto o brinquedo da criança que está na mesa ao lado sabe que paciência tem limite e que poder dar uma boa palmada no filho num caso desses dá uma bela relaxada além de economizar meses de terapia num psicólogo.

Obrigado e até o próximo post.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

O País do Passado

Outro dia (a muitos dias) escutei uma frasa bem batida nas décadas passadas, vejam se recordam:
“...O Brasil é o país do futuro...”, lembrou?..é claro e quando foi a última vez que ouviu isso? Deixa eu adivinhar, faz tempo não é mesmo?
Imagem Fonte: http://www.freedigitalphotos.net

Então o que aconteceu com nosso futuro? O que houve com o país que lideraria o mundo?

Não estou aqui falando só de questões políticas, pois aí abriria um leque de discussões que não acrescentam em nada nossa cultura, e só faz estragar nosso belo dia, falo do potencial do povo, falo da fé, sei que muitos vão dizer...”...Mas depende deles, dos líderes..”, eu também concordo em parte, mas e nós? O que estamos fazendo?, como estamos mudando nosso meio e a nós mesmos?.

Uma questão importante é que um país não é grande só pela extensão, sua magnitude se mede pela força de seu povo, a soberania se vê nas atitudes de cada um, de cada cidadão, pelo amor aos seus, mas sem xenofobismo é claro, falo de valorizar o próximo simplesmente porque ele é como você, pela história de vida dos demais.

Vejamos um exemplo, estudemos um pouco a conquista da independência dos povos, veremos lá fora um quadro completamente diferente, povos que mataram e morreram por seu país, por sua casa, por sua família, por suas terras, pelo seu trigo e pelo seu gado.

Nós nos acostumamos com a velha moleza, o “jeitinho” como ficamos “famosos” no mundo todo, e ainda nos orgulhamos disso?, nossa independência foi comprada, negociada, com certeza com um jeitinho brasileiro... Sinceramente a falta de batalhas no passado nos tornou um povo fraco, o país do futuro ficou esperando na esquina, enquanto o mundo fala chinês, nós aqui vivemos ainda do mesmo jeito...aliás...Do mesmo “jeitinho”.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Etiqueta não é frescura

Imagem Origem: Google Imagens (internet)
Outro dia vi num filme uma definição de etiqueta que me deixou com outra visão ao longo dos anos dessa palavra, confesso que num determinado ponto da minha vida achava a etiqueta uma coisa pra rico e pra burguês, mas mudei meu ponto de vista ao ter dois exemplos de definições.

No filme que vi um homem explicava a uma mulher que a definição de etiqueta era a seguinte:
“Etiqueta é fazer todo o possível para que as pessoas que estão ao seu lado, se sintam felizes e confortáveis com sua presença”.

Noutro episódio vi uma senhora que era professora de etiqueta nas mais diversas áreas explicando que para ela etiqueta não consistia só em firulas e coisas finas, mas principalmente ter etiqueta era ter respeito pelos outros, ela dizia, “Não tem muito segredo, se você respeito o outro já vai ter etiqueta normalmente”

Não custa nada não é mesmo?

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

As vezes parece que ele deu uma saidinha

Imagem Fonte: http://www.freedigitalphotos.net
Não sei se isso acontece com vocês, mas apesar de minha fé que tento constantemente renovar, me dá aquela sensação de que estamos sozinhos, uma espécie de solidão que só os ateus devem sentir.

Sei bem, lá vem algum ou outro dizendo: “Eu tenho o direito de ser ateu..e bla bla bá...” há..tá bom eu sei disso, então eu também tenho o direito nato de crer na Divindade e em todas as suas maravilhas.

O bom é que esses lapsos de solidão passam rápido e logo vimos a face de Deus em coisas tão simplórias mas de uma grandeza infindável, como na inocência de uma criança ou numa mãe e sua cria, ou numa lua linda e brilhante ou na luz do sol que de tão intensa pode cegar nossos olhos.

Que me perdoe a ciência com suas “descobertas”, ou os cientistas com suas negações sem explicações...Mas nada que foi descoberto até hoje é maior que o milagre da criação de Deus, nada é mais perfeito que sua obra.

Obrigado pela leitura, e quem quiser pode comentar seu momento com Deus, sempre é legal ouvir as experiências de todos, independente de sua crença religiosa ou simplesmente de sua crença em Deus.

sábado, 12 de maio de 2012

No Início de Tudo

Fonte da Imagem: http://www.freedigitalphotos.net
Fico aqui pensando onde tudo começou...Toda essa confusão e violência das ruas.
E se por acaso já tenha começado errado?, Não faço aqui alusão ao início de nossa colonização brasileira, pois o objetivo aqui é pensar como um todo, falo de humanidade de hoje.

Vamos refletir um pouco... É fato que o homem sempre teve a necessidade de viver em conjunto, em sociedades, pois desde os primórdio vimos que somos mais fortes juntos, mas aí vem a coisa da convivência, que as vezes pra apimentar tudo é forçada por situações que fogem de nosso controle.

Digo isso pois para sobrevivermos ao longo de nossa história muitas vezes fomos forçados a conviver com pessoas totalmente diferentes, de cor, credos e raças diferentes, mas será que essa mistura não desvirtuou certas castas como por exemplo fazemos com os animais, quando se nota esforços e dinheiro em demasia para salvar animais que nós mesmos condenamos a extinção pois pelo pretexto de conhecermos acabamos por tirá-los de seu habitat e depois tentamos ensiná-los a viver novamente por lá...mas espera aí?, eles não já estavam lá?

Uso essa comparação pois acho que muitas vezes nossa sociedade se torna violenta por tentarmos em vão salvar as pessoas delas mesmas, as vezes é melhor deixar cada povo viver e aprender com seus problemas, não é assim que crescemos?, caindo e levantando até aprendermos a andar?

Tiro a conclusão de que realmente erramos no início de tudo, já começou torto como uma parede, agora se gasta mais para consertar, as guerras do passado se tornam as guerras diárias, a violência das pelejas medievais se transferiram para as ruas e agora temos batalhas diárias para viver como civilizados, mas fazendo as mesmas coisas que os brutos, pois ainda guardamos muito de nossos antepassados e as vezes fazemos questão de ser assim mesmo, pois aprendemos a combater a violência com a mesma moeda.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

A extrema necessidade de se expressar

Fonte imagem: http://www.freedigitalphotos.net
Olá amigos,
Na altura de meus anos que se prolongam eu senti uma extrema necessidade de externar minhas opiniões, conclusões, medos e expectativas sobre tudo que aflinge a sociedade humana nos dias conturbados de hoje, me coloco aqui como mera expectadora de tudo, como se eu estivesse noutra expectativa de vista, observado e ao mesmo tempo fazendo parte de uma população que cada vez mais esquece de seus valores.

Estamos cada vez mais procurando a solução nos outros, a culpa nos outros, a solução de tudo e de nossos próprios medos em todos...Menos dentro de nós, onde nasce tudo, o bem e o mal.

Não tenho a mínima pretensão de ser dona de nenhuma verdade maior, apenas exercer aqui nesse meio tão valioso de comunicação meu direito de falar, escrever e deixar um pouco de minha humilde mas sincera opinião sobre o meio social em que vivemos.

Digo ainda que aqui cabe a você também expressar a livre opinião e o livre comentário sobre todos os posts que pretendo inserir nesse blog e discutir com educação e respeito as mais diversas formas de existências humanas, obrigado pela leitura e até o próximo post.