sexta-feira, 4 de abril de 2014

Um país que nunca quisemos

 Vou trasncrever aqui uma matéria que gostei muito... do João Cândido da Silva Neto



“O Brasil não é um país sério”, disse certa vez o General Charles De Gaulle, na época presidente da França. Quando examinamos os fatos recentes da nossa política, parece-nos que esta afirmação nunca chegou a, verdadeiramente, incomodar as autoridades brasileiras e, é claro, o povo brasileiro, por sua simplicidade e ignorância não merecia esta afronta.

Mas nós - o povão - quase nunca tomamos conhecimento dos assuntos políticos que circulam nos bastidores ou são debatidos nos meios diplomáticos. Examinemos, porém, alguns episódios recentes.

A gigantesca hidrelétrica de Itaipu é resultado de um consórcio entre Brasil e Paraguai, construída na fronteira entre os dois países. Pelo acordo a energia produzida é dividida entre as duas nações; e o Brasil compra do Paraguai a parte de energia que aquele país não consome. Mas o Brasil paga pela aquisição apenas um terço do preço de mercado e o governo paraguaio se ressente, julgando-se prejudicado pelo acordo.

No caso do gás boliviano o processo é semelhante: o Brasil paga apenas um quarto do preço internacional por metro cúbico do produto. Tudo o que deseja o presidente boliviano Evo Moralez é que o nosso país pague um preço mais justo, o que é compreensível, afinal Bolívia e Paraguai são países pobres, com poucas possibilidades de desenvolvimento econômico, mas são explorados pela nação que é a maior Economia da América do Sul e uma das maiores do mundo (apesar da miséria em que vive a maior parte da nossa população). E essa vergonhosa exploração é praticada em nome do povo brasileiro - em meu nome, no seu, em nome de todos nós. As autoridades paraguaias nunca perdem uma oportunidade de lembrar ao Brasil uma velha dívida que contraímos com aquele país. Recordemos, pois.

O povo paraguaio ainda sente sangrar a ferida causada pelo genocídio que foi a guerra empreendida por Brasil, Uruguai e Argentina (1865 a 1870) contra o ditador Francisco Solano Lopes, que governava aquele país e tinha pretensões imperialistas. No início da guerra a população paraguaia era estimada em um milhão e quinhentos mil habitantes, e no final estava reduzida a menos da metade. Historiadores paraguaios reconhecem a grandeza do nosso ilustre Duque de Caxias, mas odeiam o Conde D´EU, marido da princesa Isabel, que comandou a entrada das tropas brasileiras em Assunção, a capital paraguaia. É que o ditador Solano Lopes, sabendo-se derrotado, tinha abandonado a frente de luta e partido para o interior; e a capital estava na ocasião defendida apenas por crianças e meninos que foram massacrados pelas forças invasoras, sob comando do Conde D´EU.

Esses fatos históricos a Educação Brasileira não transmite aos nossos filhos. A cidadania ainda engatinha...

Por João Cândido da Silva Neto
Colunista Brasil Escola

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Quem diria, até que enfim...

A Organização Mundial da Saúde (OMS) incluiu a espiritualidade nos aspectos que devem ser levados em conta na avaliação da qualidade de vida para pessoas de todas as idades

Déa Januzzi
“Meu avô torto, médico, pesquisador competente, de especial sensibilidade musical, no dia em que completou 84 anos – já deprimido pela morte da esposa, disse-me, ao cumprimentá-lo: “Espero que você não chegue aos 80!”. Isso tem 25 anos. Nunca me esqueci. Ele sentiu o peso do preconceito e da solidão. Vivamente me lembro de suas palavras a cada comentário maldoso em relação aos velhos que escuto, principalmente aos muito velhos. O peso do preconceito é grande. E quem tem menos de 80 anos tem a responsabilidade de tentar ao menos rever seus valores com relação à velhice. Só assim, acredito, poderemos colaborar para a mudança de paradigmas sociais, históricos e culturais.
Ainda na família, muitos anos depois do fato relatado acima, minha mãe desenvolveu a doença de Alzheimer e morreu há dois, aos 79, depois de 10 anos de muito sofrimento. Acredito ser dispensável falar do meu interesse em compreender a velhice e tentar não somente estudá-la e pesquisá-la, mas, principalmente, percebê-la e senti-la. Foi o que tentei fazer por minha mãe inúmeras vezes, quando ela não mais podia: sentia frio por ela, calor, fome e tudo o mais possível por ela. Penso que apenas quando nos abrimos para a percepção e para o sentimento do outro é que podemos começar a elaborar alguma ação transformadora para colaborar em seu benefício.
A velhice, até muito pouco tempo, era tida como algo humilhante e vergonhoso, um tabu que se tentava não falar, nem comentar. A escritora Simone de Beauvoir comenta em seu livro A velhice, escrito em 1970, que quando dizia que estava desenvolvendo um ensaio sobre a velhice quase sempre as pessoas exclamavam: ‘Que ideia! Mas você não é velha!. Que tema triste…’” Ela diz em seguida: “Aí está justamente por que escrevo: para quebrar a conspiração do silêncio”.
Esse é o texto de introdução da dissertação de mestrado em ciências da religião da PUC Minas de Anna Cristina Pegoraro de Freitas, de 54 anos, sobre Espiritualidade e sentido de vida na velhice tardia . Em quase 200 páginas, ela mostra o sentido de espiritualidade adotado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). “Espiritualidade é o conjunto de todas as emoções e convicções de natureza não material que pressupõem que há mais no viver do que pode ser percebido ou plenamente compreendido, remetendo o indivíduo a questões como o significado e o sentido da vida, não necessariamente a partir de uma crença ou prática religiosa. Reconhecendo sua importânica para a qualidade de vida, a OMS incluiu a espiritualidade no âmbito dos domínios que devem ser levados em conta na avaliação e promoção de saúde em todas as idades”, diz.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Vai começar a festa...

Olá caros,
É ano de eleições no Brasil e já vem toda a carga de stresse a que todos nós somos submetidos sob tortura obrigatória em nossas já tão tumultuadas vidas.

Sinceramente, eleição política era pra ser matéria de estudo de psicologia, não tem quem aguente mais tanta baboseira, mentira, corrupção e toda essa sugeira ligada a esse mundo dos políticos.

O pior é que enchem a boca para dizer que somos uma democracia e nos obrigam a participar da porcaria desse processo eleitoral.

Sei que vão pensar..."mas temos que votar para mudar e ficalizar...e blablabla alabkabalabkakskaksk..".. baboseira pura, e meu direito de me isentar disso tudo, onde fica?, não tenho o direito de não gostar de porcaria de política, não tenho o direito de ter verdadeiro asco por essa quadrilha que se instalou no poder para roubar o pão de cada dia de inocentes?

Nem entro em debatees políticos, tenho mais o que não fazer...prefiro ler um livro, orar, ver pegadinhas na internet, qualquer coisa que me tire desse mundo hipócrita e vendido...tô fora.

domingo, 14 de abril de 2013

Palmada só mata mosquito

Sou de uma família tradicional e paternal constituída na época de 14 filhos entre irmãos e irmãs, fui criada com rigor, mas ser criado com educação e rigor hoje é temerário, virou caso de polícia uma mãe ou um pai dar uma palmada em um filho, gente... O que está acontecendo com este país?... lembro que em minha casa na minha infância meu pai ao perceber que um dos 14 filhos fez besteira mandava que todos pegassem a palmatória e todos levavam palmadas, aí perguntam, mas que horror!, até os inocentes apanhavam?, Era assim mesmo, meu pai explicava pacientemente para todos antes de dar as palmadas, “Olha todos vão apanhar para não rir nem ridicularizar seu irmão, além de que todos são responsáveis uns pelos outros, todos devem tomar conta de todos e cuidar para que seu irmão não se meta em coisas erradas”.

Confesso que era dureza, mas vejam só, nenhum deu pra vagabundo, nenhum precisou experimentar drogas para ver que não presta, todos cresceram como pessoas de bem, homens e mulheres respeitados e de família, além de muito trabalhadores.

Tirando é claro os exageros, nunca ouvi dizer que palmada e responsabilidade fizessem mal para um filho, agora deixar esses jovens de hoje desde crianças serem criados feitos “bichos soltos no mato” e esperar que sejam pessoas de bem é querer demais, estamos sendo impedidos de criar nossos filhos como gente, de educar, temos que ser sensatos, só quem tem filho sabe, nem sempre se dá a sorte de ter um “anjinho” dentro de casa, muitas vezes as más influências e a rua os transformam em crianças mal educadas, que falam palavrões e fazem pais passarem verdadeiros vexames em público, batem nas pessoas e berram ao não terem tudo que desejam, e nem ao menos uma palmada um pai ou uma mãe pode dar?, hhhhaaa...tenha paciência.

Lei da Palmada, afff...vão catar coquinho, e não tem nenhuma lei que proíba o sofrimento de milhares de clianças passando fome, frio, privações, consumindo drogas, se prostituindo, assaltando, matando e morrrendo em nossas ruas??...Não dá pra entender, nem que eu viva 300 anos não compreenderia esse tipo de absurdo, conversa pra boi durmir e leis eleitoreiras.

Caldo de galinha, educação e palmada nunca fez mal a ninguém, e não me venham com essa estória de que devemos conversar sempre e bla bla bla, só quem já teve uma criança se esgoelando aos berros numa lanchonete porque não pode pode tomar de assalto o brinquedo da criança que está na mesa ao lado sabe que paciência tem limite e que poder dar uma boa palmada no filho num caso desses dá uma bela relaxada além de economizar meses de terapia num psicólogo.

Obrigado e até o próximo post.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

O País do Passado

Outro dia (a muitos dias) escutei uma frasa bem batida nas décadas passadas, vejam se recordam:
“...O Brasil é o país do futuro...”, lembrou?..é claro e quando foi a última vez que ouviu isso? Deixa eu adivinhar, faz tempo não é mesmo?
Imagem Fonte: http://www.freedigitalphotos.net

Então o que aconteceu com nosso futuro? O que houve com o país que lideraria o mundo?

Não estou aqui falando só de questões políticas, pois aí abriria um leque de discussões que não acrescentam em nada nossa cultura, e só faz estragar nosso belo dia, falo do potencial do povo, falo da fé, sei que muitos vão dizer...”...Mas depende deles, dos líderes..”, eu também concordo em parte, mas e nós? O que estamos fazendo?, como estamos mudando nosso meio e a nós mesmos?.

Uma questão importante é que um país não é grande só pela extensão, sua magnitude se mede pela força de seu povo, a soberania se vê nas atitudes de cada um, de cada cidadão, pelo amor aos seus, mas sem xenofobismo é claro, falo de valorizar o próximo simplesmente porque ele é como você, pela história de vida dos demais.

Vejamos um exemplo, estudemos um pouco a conquista da independência dos povos, veremos lá fora um quadro completamente diferente, povos que mataram e morreram por seu país, por sua casa, por sua família, por suas terras, pelo seu trigo e pelo seu gado.

Nós nos acostumamos com a velha moleza, o “jeitinho” como ficamos “famosos” no mundo todo, e ainda nos orgulhamos disso?, nossa independência foi comprada, negociada, com certeza com um jeitinho brasileiro... Sinceramente a falta de batalhas no passado nos tornou um povo fraco, o país do futuro ficou esperando na esquina, enquanto o mundo fala chinês, nós aqui vivemos ainda do mesmo jeito...aliás...Do mesmo “jeitinho”.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Etiqueta não é frescura

Imagem Origem: Google Imagens (internet)
Outro dia vi num filme uma definição de etiqueta que me deixou com outra visão ao longo dos anos dessa palavra, confesso que num determinado ponto da minha vida achava a etiqueta uma coisa pra rico e pra burguês, mas mudei meu ponto de vista ao ter dois exemplos de definições.

No filme que vi um homem explicava a uma mulher que a definição de etiqueta era a seguinte:
“Etiqueta é fazer todo o possível para que as pessoas que estão ao seu lado, se sintam felizes e confortáveis com sua presença”.

Noutro episódio vi uma senhora que era professora de etiqueta nas mais diversas áreas explicando que para ela etiqueta não consistia só em firulas e coisas finas, mas principalmente ter etiqueta era ter respeito pelos outros, ela dizia, “Não tem muito segredo, se você respeito o outro já vai ter etiqueta normalmente”

Não custa nada não é mesmo?

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

As vezes parece que ele deu uma saidinha

Imagem Fonte: http://www.freedigitalphotos.net
Não sei se isso acontece com vocês, mas apesar de minha fé que tento constantemente renovar, me dá aquela sensação de que estamos sozinhos, uma espécie de solidão que só os ateus devem sentir.

Sei bem, lá vem algum ou outro dizendo: “Eu tenho o direito de ser ateu..e bla bla bá...” há..tá bom eu sei disso, então eu também tenho o direito nato de crer na Divindade e em todas as suas maravilhas.

O bom é que esses lapsos de solidão passam rápido e logo vimos a face de Deus em coisas tão simplórias mas de uma grandeza infindável, como na inocência de uma criança ou numa mãe e sua cria, ou numa lua linda e brilhante ou na luz do sol que de tão intensa pode cegar nossos olhos.

Que me perdoe a ciência com suas “descobertas”, ou os cientistas com suas negações sem explicações...Mas nada que foi descoberto até hoje é maior que o milagre da criação de Deus, nada é mais perfeito que sua obra.

Obrigado pela leitura, e quem quiser pode comentar seu momento com Deus, sempre é legal ouvir as experiências de todos, independente de sua crença religiosa ou simplesmente de sua crença em Deus.